Em um mercado cada vez mais digitalizado, a segurança de informação é parte essencial de qualquer empresa. Informação pode ser mais valiosa que equipamentos, contratos ou títulos acionários de uma organização. Você sabia que a internet não é a única porta de entrada de ciberameaças, por exemplo? Veja, neste artigo, o que é a análise de vulnerabilidade e porque ela deve fazer parte da rotina da sua companhia.

Segurança da Informação e Análise de Vulnerabilidade

A primeira coisa que é importante saber é que a análise de vulnerabilidade é uma ferramenta dentro de uma política de segurança da informação. Então, é preciso estar atento à necessidade de uma cultura voltada a proteger a empresa, e essa atenção se materializa em uma estratégia consolidada de segurança de TI. Já a análise de vulnerabilidade é processo contínuo de definição, identificação, classificação, combate e monitoramento de falhas de segurança em todo o contexto que envolve o manuseio das informações sensíveis do negócio.

Em outras palavras, a análise de vulnerabilidade está inserida na cultura de segurança da informação. Em vários níveis, em parceria com profissionais especializados, esse diagnóstico é capaz de qualificar os processos decisórios dos gestores com o objetivo de garantir a estabilidade, confiabilidade e disponibilidade dos dados, sistemas, softwares, usos e infraestrutura do negócio.

Focos de atenção

Recorrentemente, quando se fala em ataques aos bancos de dados corporativos, o primeiro foco de atenção é a internet. Isso não está errado, um link desprotegido entre informações sigilosas e a rede mundial pode gerar uma grande dor de cabeça e é a maior fonte de roubo de dados corporativos. Porém, várias outras formas de acesso remoto são possíveis e, muitas vezes, passam despercebidas pelas empresas: bluetooth, infravermelho, dispositivos móveis, aparelhos que usam IoT (Internet das Coisas), etc.

Além dessas fontes potenciais de riscos, é possível elencar três principais causas de ataques virtuais bem sucedidos:

– Erros de programação

– Má configuração

– Falha humana

Logo, é crucial que o processo de combate a esses riscos sejam minuciosos, integrados e atualizados. Os detalhes são a chave para encontrar essas falhas. E com o avanço tecnológico exponencialmente acelerado, o exército de pessoas dedicadas a encontrar essas “agulhas no palheiro” com intenções criminosas é imenso. São focos de atenção complexos e dinâmicos, que se transformam a cada instante. A defesa das corporações, portanto, não se limita a uma verificação de vez em quando ou treinamentos isolados. Precisa ser cultural, eficiente e constante.

Análise de vulnerabilidade na prática

Basicamente, seis etapas são necessárias para realizar uma análise de vulnerabilidade eficiente. Cada uma delas precisa ser feita com comprometimento e dedicação tanto dos gestores quanto dos parceiros especializados. O domínio profundo dos processos é essencial para alcançar os melhores resultados, assim como a compreensão da empresa de quais são seus objetivos, metas e prioridades de atuação. Veja as etapas:

 

1- Definir e classificar as redes, ambientes e sistemas utilizados na organização

Antes de qualquer coisa, é essencial ter conhecimento de todos os tipos de sistemas de dados utilizados no negócio, categorizando em níveis de complexidade e tipos de softwares/usos realizados no dia a dia de trabalho.

 

2 – Hierarquizar os recursos de acordo com a importância

Quanto mais essencial ou sensível for uma informação, evidentemente, mais valiosa e mais atraente ela será. Nesse ponto, a comunicação entre empresa e especialistas precisa ser clara e transparente. Isso é o que vai auxiliar na definição de prioridades de defesa ou mesmo de decisões em caso de crise. Qualquer brecha é um risco potencial, mas qual é relativamente mais relevante?

 

3 – Identificar possíveis ameaças em cada recurso

Das menos relevantes às primordiais, tudo precisa ser analisado e os riscos atuais definidos. Sistemas desatualizados, conexões desprotegidas, softwares frágeis, funcionários despreparados etc. Como já foi citado, levando-se em consideração os níveis de prioridade, toda ameaça precisa ser identificada.

 

4 – Estabelecer estratégias para impedir primeiro os problemas mais graves

Tendo em mãos esse relatório detalhado, o próximo passo é distribuir os esforços proporcionalmente. Atentando-se em primeiro lugar àquelas falhas que podem causar maior dano ao sistema.

 

5 – Pensar no pior

Problemas identificados, estratégias definidas e executadas, é hora de pensar no pior: e se tudo falhar, quais são as melhores formas de minimizar os danos em cada caso específico? Se o acesso a um banco de dados essencial foi interrompido, se o certificado de acesso de um gestor foi hackeado, se for identificado uma captura de tráfego de informações valiosa, o que fazer? Os planos de gestão de crises em caso de ataques virtuais são parte integrante das análises de vulnerabilidade.

 

6 – Monitoramento constante

Já citamos a velocidade das atualizações dos ataques virtuais, mas vale relembrar. A motivação desses criminosos é justamente encontrar falhas em sistemas que foram desenvolvidos para evitar brechas. Empresas perdem milhões de dólares em ataques bem

realizados e o uso de sistemas e ferramentas padronizadas no mercado permite a replicação desses crimes em questão de segundos. Por isso, o monitoramento das ameaças e a definição de estratégias de defesa deve ser contínua.

Segurança da informação é um tema delicado, complexo e imprescindível para qualquer negócio atualmente. Como você pode ver, a análise de vulnerabilidade é uma ferramenta poderosa, capaz de identificar e prevenir crises graves. Uma configuração errada, que está entre as três principais causas de ataques, em um appliance tão importante como o firewall, por exemplo, pode colocar todos os dados da empresa em risco. Continue se informando e aprenda como evitar essa ameaça em nosso ebook “Configuração básica de firewall UTM Sonicwall”.